Anabolizantes Ilegais Desmantelados em Operação Nacional
Foto: PF-ESA Polícia Federal executou uma operação nesta quinta-feira (14/05) com o objetivo de desarticular uma organização criminosa dedicada à comercialização irregular de anabolizantes. A ação, batizada de ofensiva contra o comércio clandestino de substâncias controladas, abrangeu o Sul do Espírito Santo e municípios paulistas.
A iniciativa contou com a participação de aproximadamente 40 policiais federais, auxiliados por oito policiais militares e fiscais do Conselho Regional de Farmácia. Foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária. As diligências ocorreram simultaneamente em Cachoeiro de Itapemirim, Muqui, Atílio Vivácqua e Ibitirama, no Espírito Santo, e em Santos e São José dos Campos, em São Paulo.
As investigações que subsidiaram esta operação tiveram início em 2025 e levaram à identificação de novos fornecedores, além de confirmarem a reincidência de indivíduos já sob monitoramento anterior.
O balanço preliminar da operação aponta para um impacto financeiro considerável aos envolvidos, com as seguintes apreensões:
Dinheiro em Espécie: Aproximadamente R$ 750 mil foram apreendidos.
Produtos: Dezenas de frascos de anabolizantes e outros medicamentos sem origem legal foram recolhidos.
Bens: Veículos de luxo e aparelhos celulares foram confiscados.
Os dispositivos eletrônicos apreendidos serão submetidos à perícia técnica federal. O objetivo é aprofundar as investigações e mapear a extensão da rede criminosa, identificando demais participantes.
Os indivíduos envolvidos poderão responder criminalmente com base no artigo 273, parágrafos 1º e 1º-B do Código Penal, que tipifica crimes relacionados à falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais. As condenações podem resultar em penas severas, sem excluir outras possíveis tipificações penais que venham a ser apuradas durante o inquérito.
A Polícia Federal enfatiza que a comercialização de substâncias controladas em desacordo com as normas sanitárias configura um grave risco à saúde pública e contribui para a expansão do mercado ilegal de medicamentos no país.



