Canetas emagrecedoras ilegais são barradas pela Anvisa em todo o país

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) implementou uma proibição rigorosa contra a comercialização, o uso e a distribuição de duas marcas específicas de canetas destinadas ao emagrecimento em todo o território nacional. A determinação inclui a apreensão imediata dos produtos, proibindo quaisquer atividades de venda, importação ou promoção.
As publicações em plataformas online apresentavam as canetas Gluconex e Tirzedral como medicamentos injetáveis que supostamente continham GLP-1, um composto utilizado no manejo da obesidade e do diabetes. Contudo, a Anvisa confirmou que estes produtos carecem de registro, notificação ou cadastro no Brasil, caracterizando-os como irregulares.
A investigação da agência identificou que o Gluconex é fabricado pela Lasca Laboratórios e o Tirzedral pelos Laboratorios Catedral, ambos localizados no Paraguai. Entretanto, não há comprovação oficial sobre a composição exata das substâncias utilizadas por essas empresas.
A Anvisa enfatiza a ausência de garantias quanto à segurança, qualidade e eficácia dos itens proibidos. Assim, a agência aconselha a população a não fazer uso dessas canetas sob nenhuma circunstância. O órgão reitera os sérios riscos à saúde associados ao consumo de medicamentos não regulamentados, especialmente quando administrados por via injetável sem supervisão médica.
Indivíduos e profissionais de saúde que se deparem com a venda desses produtos devem reportar imediatamente o ocorrido à Anvisa ou à vigilância sanitária de sua localidade. A agência disponibiliza canais oficiais em seu portal eletrônico para o recebimento de denúncias.
Adicionalmente, a Anvisa negou a autorização para a entrada de outros três medicamentos focados no controle de peso:
Plaobes e Lirahyp (contendo liraglutida), da empresa Cipla Brasil.
Embeltah (contendo semaglutida), da farmacêutica Dr. Reddy’s.
Esses produtos buscavam competir no mercado brasileiro como alternativas a tratamentos já aprovados. Com a negativa da Anvisa, a oferta desses tratamentos específicos tende a permanecer limitada, mesmo diante da elevada demanda e dos preços praticados no setor.



