Cachoeira da Fumaça: Palco de Cinema Capixaba Reconhecido Internacionalmente
Foto: IemaA beleza natural do Parque Estadual Cachoeira da Fumaça, no Espírito Santo, transcendeu seu papel como destino turístico para se tornar um cenário cinematográfico de destaque. A Unidade de Conservação foi o pano de fundo para o curta-metragem “Irmã”, obra que acaba de receber o prêmio de Melhor Filme na Competitiva Nacional de Curtas do Panorama Internacional Coisa de Cinema, um dos eventos mais importantes do setor audiovisual.
A produção, dirigida pelo cineasta Anderson Bardot, contou com o apoio logístico fundamental do Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema) e da própria administração do parque. O desenvolvimento do projeto foi viabilizado por meio de um edital da Secretaria da Cultura (Secult), com financiamento do Fundo de Cultura do Espírito Santo (Funcultura).
O sucesso de “Irmã” representa um marco para o audiovisual produzido no Espírito Santo. O filme foi selecionado entre 16 produções finalistas, de um total de aproximadamente 2 mil obras inscritas em âmbito nacional. A narrativa, que aborda temas íntimos e sociais, explorou as imponentes quedas d'água e a rica vegetação nativa da região para potencializar sua expressividade estética e emocional.
“A Cachoeira da Fumaça, assim como na ficção, certamente já foi palco de incontáveis histórias vividas por seus visitantes. Essa realidade reforça sua importância como um símbolo na paisagem natural e na cultura do Caparaó e de todo o Estado”, comentou Leoni Contaifer, gestor da Unidade de Conservação.
A escolha do parque como locação para produções cinematográficas evidencia a importância multifacetada das Unidades de Conservação no Espírito Santo. Esses espaços não só desempenham um papel crucial na proteção da biodiversidade e dos recursos hídricos, como também atuam de forma estratégica:
Como catalisadores culturais, inspirando artistas e servindo como locações de alta qualidade para o cinema.
No fortalecimento da identidade local, consolidando elementos geográficos icônicos no imaginário coletivo.
Como vitrines para o estado, projetando as belezas naturais do Espírito Santo em circuitos culturais, tanto nacionais quanto internacionais.
O reconhecimento obtido pelo filme, tanto em nível nacional quanto internacional, sublinha a sinergia entre investimento em cultura e preservação ambiental como pilares para a construção da imagem e do desenvolvimento do Espírito Santo.



