Cão de Serviço Sob Fogo Cruzado: Eutanásia em Disputa Judicial
Foto: @Alyson Stringer / Reprodução / FacebookUm cão de serviço, chamado Major, está no centro de uma disputa judicial em Austin, nos Estados Unidos, após um incidente em que mordeu uma pessoa que tentou auxiliá-lo após ser atropelado. Seu tutor ingressou com uma ação legal com o objetivo de impedir a eutanásia determinada pelas autoridades.
O incidente ocorreu em março de 2025, quando Major, um pastor-belga, foi atingido por um veículo enquanto passeava com seu tutor, Shane Lilly. Durante o período em que Lilly se ausentou brevemente para buscar ajuda, um transeunte se aproximou para oferecer socorro ao animal ferido. O cão, aparentemente em estado de choque e dor, reagiu mordendo a pessoa que o manuseava.
Posteriormente, Major foi levado para um abrigo municipal. As autoridades locais, considerando o ocorrido, decretaram a eutanásia do animal, argumentando que ele representava um risco à segurança pública.
A eutanásia estava agendada para o final de setembro, mas uma liminar concedida pela Justiça suspendeu temporariamente o procedimento. O juiz responsável pelo caso tem agora um prazo de 10 dias para analisar as evidências e proferir uma decisão final.
Desde 31 de março de 2025, Major permanece isolado no abrigo. Seu tutor relata que o cão está há mais de 545 dias sem contato com familiares, outros animais ou qualquer pessoa que não os funcionários do abrigo.
A ação judicial movida pelo tutor não se limita a pedir o cancelamento da eutanásia. A defesa de Major pleiteia a consideração de alternativas, como:
Avaliação comportamental completa.
Programas de reabilitação.
Retreinamento profissional.
Paralelamente à batalha legal, Shane Lilly lançou uma campanha online na plataforma Change.org, buscando angariar apoio público e conscientizar as autoridades sobre a situação. A petição já obteve mais de 54 mil assinaturas.
Na argumentação apresentada, o tutor sustenta que a reação de Major foi um reflexo instintivo de um animal ferido e sob forte estresse. Ele enfatiza que, por se tratar de um cão de serviço, o incidente isolado não deveria culminar automaticamente em sua morte.
A defesa busca demonstrar à Justiça que existem caminhos viáveis para lidar com o comportamento do animal, considerando as circunstâncias atenuantes do atropelamento e seu histórico como cão de serviço.
O futuro de Major segue incerto enquanto o processo judicial avança. A decisão iminente da Justiça definirá se o cão terá a chance de passar por avaliações e reabilitação, ou se a eutanásia será confirmada.



