Cazarré Reage a Críticas sobre Evento Masculino
Foto: Reprodução/BandO ator Juliano Cazarré utilizou suas redes sociais para se posicionar diante das críticas recentes direcionadas ao evento "O Farol e a Forja", idealizado por ele e realizado em julho, em São Paulo. A manifestação pública ocorreu nesta sexta-feira (11) e teve como alvo declarações de outro artista, Eduardo Moscovis.
A controvérsia foi desencadeada após uma entrevista concedida por Moscovis, na qual ele questionou a apresentação de dados brutos sobre violência contra homens e mulheres sem a devida consideração por diferentes contextos de vulnerabilidade.
Em sua resposta, Cazarré, sem mencionar explicitamente o colega, abordou a questão levantada:
"Se você está tão preocupado com o número de assassinatos de mulheres, por que, em vez de reclamar do Cazarré, você não reclama do Ministro da Justiça?", questionou o ator, defendendo a sua posição e direcionando a crítica para outras esferas de responsabilidade.
O artista negou veementemente que o encontro promovesse ideologias extremistas ou de superioridade masculina. Ele ressaltou que:
O evento, que contou com a participação de 600 homens, teve como pilares centrais a fé, a família e a paternidade.
Não houve discursos de supremacia ou ofensas dirigidas às mulheres.
O foco foi debater a masculinidade sob uma perspectiva tradicional.
No que diz respeito aos dados de violência citados, Cazarré afirmou ter apresentado apenas números brutos referentes a homicídios masculinos e feminicídios. Especialistas do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, contudo, ponderam que a simples comparação desses dados pode omitir as diferentes naturezas e contextos dos crimes.
Ao concluir seu desabafo, Cazarré reiterou seu compromisso com a cordialidade nas relações profissionais, mesmo com colegas que divergem de suas opiniões:
"Eu vou continuar tratando vocês bem, vou continuar cumprimentando vocês normalmente, porque eu não sou radical, vocês é que são", finalizou.



