Desmanteladas Esquemas de Fraude de Energia em Cachoeiro de Itapemirim
Foto: Divulgação/Polícia Civil-ESUma série de operações em Cachoeiro de Itapemirim, Espírito Santo, levou à identificação de práticas fraudulentas destinadas ao desvio de energia elétrica. As investigações, conduzidas em colaboração entre a Polícia Civil, a Polícia Científica e técnicos da concessionária EDP, visaram combater irregularidades em um estabelecimento comercial e em uma unidade residencial.
Na última quinta-feira (9), uma residência de padrão médio no bairro Aquidaban foi alvo de fiscalização após recebimento de denúncias. Peritos criminais, acompanhados pela moradora de 51 anos, identificaram um sistema de derivação subterrânea instalado antes do medidor principal. O esquema contava com um mecanismo de chave contatora oculto no interior do imóvel, projetado para interromper o desvio de energia de forma automática quando o disjuntor geral era acionado, uma tática elaborada para ludibriar a fiscalização.
A moradora foi encaminhada à 7ª Delegacia Regional de Cachoeiro de Itapemirim. Com base nas evidências coletadas, a autoridade policial efetuou a autuação em flagrante por furto qualificado mediante fraude, conforme o Art. 155, § 4º, inciso II do Código Penal. A mulher foi posteriormente transferida para o sistema prisional feminino.
A primeira etapa da operação ocorreu na quarta-feira (8), no bairro Soturno. Em um comércio local, as equipes flagraram uma ligação clandestina diretamente na caixa de medição, que impedia o registro preciso do consumo de energia.
Análises preliminares da EDP indicaram uma redução significativa nas contas de energia do estabelecimento comercial desde 2019, período estimado para o início da prática irregular. A proprietária do comércio, de 60 anos, foi conduzida à delegacia para prestar depoimento e, posteriormente, liberada, pois as circunstâncias não configuraram flagrante imediato.
Em ambos os locais, a EDP emitiu Termos de Ocorrência e Inspeção (TOI), formalizando as irregularidades. Os desvios foram desativados e a medição de energia foi regularizada. Os responsáveis pelos estabelecimentos deverão responder pelos danos causados, com os processos em andamento junto à Polícia Civil.



