Operação da PF Desarticula Esquema de Fraudes em Licitações e Corrupção

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (9/04) a Operação Nêmesis, que investiga um suposto esquema de fraudes em licitações, corrupção e lavagem de dinheiro. A operação cumpriu 15 mandados de busca e apreensão e determinou o sequestro de imóveis e o bloqueio de valores que podem totalizar R$ 1,2 milhão em prejuízo aos envolvidos.
Durante as diligências, foram apreendidos cerca de R$ 2,086 milhões, sendo R$ 86 mil em espécie e aproximadamente R$ 2 milhões em cheques. Três veículos também foram recolhidos.
As medidas foram solicitadas pela PF e autorizadas pela 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo. O inquérito policial apura indícios de direcionamento de contratações públicas, corrupção e ocultação de bens.
As ações estão sendo realizadas nos municípios de São Mateus (ES) e Linhares (ES), além de Valença (BA) e Teixeira de Freitas (BA). A Polícia Federal na Bahia prestou apoio no cumprimento de diligências nas cidades baianas.
O ex-prefeito de São Mateus, identificado como Daniel Santana Barbosa, conhecido como Daniel das Festas, foi confirmado como um dos alvos da operação.
Investigação Aponta Atuação Coordenada
De acordo com a Polícia Federal, as investigações apontam para a existência de um esquema organizado que utilizava atas de registro de preços de outros órgãos públicos para burlar processos licitatórios. Suspeita-se de uma colaboração entre agentes públicos e privados para direcionar contratos, superfaturar serviços e pagar vantagens indevidas, com ocultação da origem dos recursos.
As análises financeiras revelaram movimentações atípicas, incompatíveis com a renda declarada de alguns investigados, além do uso de terceiros para dissimular transações financeiras.
Objetivo das Medidas Cautelares
A Polícia Federal explica que o sequestro de bens e o bloqueio de valores visam aprofundar a coleta de provas, identificar todos os participantes do esquema e interromper as atividades ilícitas. Adicionalmente, buscam resguardar o possível ressarcimento aos cofres públicos.
Os crimes investigados, que incluem fraude em licitação, corrupção ativa e passiva e lavagem de capitais, podem acarretar penas máximas somadas superiores a 30 anos de reclusão, além de multas e outras sanções legais.



