Operação K9 II: PF desmantela rede de tráfico com uso de Correios e aliciamento de jovens
Foto: Polícia Federal-ESUma operação conjunta entre a Polícia Federal e a Polícia Militar, denominada K9 II, foi deflagrada nesta quinta-feira (02/04) com o objetivo de desarticular uma organização criminosa atuante no tráfico de entorpecentes e no aliciamento de adolescentes em Santa Maria de Jetibá, na região serrana do Espírito Santo.
A ação resultou no cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva. Durante as diligências, quatro indivíduos apontados como lideranças do grupo foram detidos.
As investigações tiveram início a partir de interceptações de encomendas postais, realizadas com o auxílio de cães farejadores (K9) da Polícia Federal. Foram apreendidos mais de 2 mil comprimidos de ecstasy (MDA) e cerca de 1 kg de skunk, uma variedade de maconha de alta concentração.
A inteligência dos Correios colaborou com o trabalho investigativo, auxiliando na identificação do fluxo de drogas que eram enviadas por correspondência. O grupo empregava menores de idade para receber os entorpecentes e realizar a venda, inclusive em locais próximos a estabelecimentos de ensino, utilizando-os para fugir da responsabilização penal.
As investigações também revelaram que a organização promovia eventos em Santa Maria de Jetibá, que serviam como ponto de encontro para o consumo e comercialização de drogas. Fotos divulgadas por membros em redes sociais mostravam a ostentação de armas de fogo durante festas em comemoração a aniversários de traficantes locais, com a presença notória de adolescentes e entorpecentes.
Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos:
Aproximadamente 300 pinos de cocaína e porções de maconha;
13 munições de calibre .38;
15 aparelhos celulares;
Dinheiro em espécie;
Uma balança de precisão.
Os indivíduos detidos e os investigados responderão pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e corrupção de menores. As penas somadas para esses delitos podem ultrapassar décadas de reclusão.



