Parque Paulo César Vinha: 36 Anos Salvando a Mata Atlântica
Foto: Leonardo MerçonNesta sexta-feira, 5 de junho, o Parque Estadual Paulo César Vinha (PEPCV) celebra três décadas e meia de dedicação à proteção da rica biodiversidade da Mata Atlântica. Localizado em Guarapari, no Espírito Santo, o parque se consolidou como um importante polo de ecoturismo, atraindo visitantes interessados em imersões na natureza e em conhecer paisagens emblemáticas como a Lagoa de Caraís.
A trajetória da unidade de conservação é marcada pela superação de significativos desafios, incluindo intensas pressões imobiliárias e episódios de degradação ambiental. Durante as décadas de 1970 e 1980, a área enfrentou projetos de ocupação e loteamentos que levaram à abertura indiscriminada de vias, realização de aterros e à remoção de vegetação nativa de restinga.
A mudança desse cenário teve início com a colaboração de organizações ambientalistas e o suporte do Governo do Estado, visando assegurar a proteção legal do território. Essa articulação, fruto de mobilização popular e expertise técnica, culminou na criação do parque, originalmente denominado Parque Estadual de Setiba, por meio do Decreto Estadual nº 2.993-N em 5 de junho de 1990.
Em 1994, a unidade recebeu seu nome atual em homenagem ao biólogo Paulo César Vinha. A redenominação prestou tributo ao cientista que dedicou sua carreira à pesquisa e à defesa do ecossistema local, atuando ativamente contra a exploração ilegal de areia nas praias da região.
Paulo César Vinha foi vítima de um assassinato em 1993 na mesma área que defendia, tornando-se um símbolo fundamental da luta pela conservação ambiental no Espírito Santo.
“Nosso parque representa um bastião de conservação e resiliência, proporcionando um habitat seguro para a fauna e a flora prosperarem. Além das atividades de manejo, o parque acolhe visitantes que buscam uma conexão genuína com a natureza e a oportunidade de explorar um dos ecossistemas mais valiosos e diversos do estado”, afirmou Juliana Dias Salgueiro, gestora do PEPCV.
Sob a administração do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), o PEPCV abriga um complexo sistema costeiro composto por:
Vegetação de Restinga, englobando matas, áreas alagadas e formações de dunas.
A Lagoa de Caraís, também conhecida como Lagoa das Algas, célebre por suas águas de tonalidade avermelhada e sua proximidade com o litoral.
Uma fauna variada, servindo de refúgio para espécies ameaçadas de extinção de aves, anfíbios, répteis e pequenos mamíferos endêmicos.



