PRF intercepta caminhões com placas clonadas em rodovia no Espírito Santo
Foto: PRF-ESUma operação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) desarticulou um plano para driblar determinações judiciais na noite de segunda-feira (27). Agentes interceptaram, em João Neiva, no km 204 da BR-101, dois caminhões idênticos exibindo a mesma identificação veicular enquanto circulavam pela rodovia.
A inspeção detalhada revelou que um dos veículos era uma réplica, utilizada para mascarar uma restrição judicial. Essa manobra permitia que a empresa proprietária continuasse a operar o caminhão de forma irregular.
Abordagem e Descoberta
A ação teve início após a PRF avistar um caminhão-trator DAF/XF FTT 530 SSC, de cor azul, com placas de Ibiraçu/ES. Pouco tempo depois, outro caminhão com as mesmas especificações e registro foi localizado.
Investigações preliminares mapearam as rotas percorridas pelos veículos:
Um dos caminhões, identificado como clonado, provinha de Minas Gerais pela BR-259.
O veículo original trafegava pela BR-101, com destino à Bahia.
Após a verificação dos elementos de identificação, como chassi e motor, os policiais constataram a incompatibilidade entre o veículo abordado e a placa ostentada. Consultas ao sistema indicaram que o caminhão original possuía uma restrição judicial para transferência e circulação, em vigor desde 8 de abril de 2026.
Estratégia Empresarial
As apurações iniciais apontaram que ambos os caminhões pertencem à mesma empresa. A hipótese é que a placa foi duplicada intencionalmente para que o veículo com restrições pudesse circular sem ser identificado em fiscalizações ou por sistemas de monitoramento.
A PRF declarou que a adulteração visava ocultar o impedimento judicial e manter as operações logísticas da empresa com o veículo comprometido.
Encaminhamento Legal
O condutor do caminhão clonado declarou ser apenas empregado da transportadora e que desconhecia a fraude, alegando que os veículos são de uso compartilhado entre os motoristas.
Apesar da alegação, o motorista foi levado à 13ª Delegacia Regional de Aracruz, onde foi formalizado por porte de veículo com sinais de adulteração. O caminhão foi apreendido e o caso seguirá sob investigação da Polícia Civil, que buscará apurar a responsabilidade dos administradores da empresa pela adulteração de sinal identificador de veículo automotor.



