Primeira Morte por Febre Maculosa Assola Iconha
Foto: Arquivo pessoalUm caso inédito e trágico abala o município de Iconha, no Sul do Espírito Santo. A prefeitura confirmou nesta sexta-feira (17) o primeiro óbito registrado na cidade devido à febre maculosa. A vítima, identificada como Alana Grassi, de 28 anos, teve sua vida interrompida no último dia 10 de julho.
A Secretaria Municipal de Saúde está empenhada na investigação para determinar a origem da infecção. Suspeita-se que Alana possa ter contraído a doença em áreas de pesca frequentadas por ela, onde a presença de capivaras é comum. No entanto, o local exato da contaminação ainda não foi confirmado.
Em resposta à situação, a administração municipal anunciou a realização de coletas de carrapatos em locais sob investigação. Paralelamente, a população é alertada a evitar áreas com vegetação densa e proximidades de rios. Caso a presença nesses locais seja indispensável, recomenda-se o uso de vestimentas de mangas compridas e a adoção de medidas preventivas para impedir o contato com carrapatos.
A febre maculosa é uma enfermidade de alta gravidade. Profissionais de saúde enfatizam a necessidade de buscar atendimento médico imediato ao surgirem os primeiros sintomas, que incluem:
Febre elevada
Dores generalizadas
Manchas avermelhadas na pele
O surgimento destes sinais, especialmente após exposição a ambientes de mata, exige atenção redobrada. A doença é causada por bactérias do gênero Rickettsia, sendo a Rickettsia rickettsii a mais comum no Brasil, e é transmitida pelo carrapato-estrela. Segundo especialistas, quando não tratada, a febre maculosa apresenta um alto índice de letalidade.
Familiares de Alana expressaram profundo pesar pela perda. Eles relataram que a jovem esteve internada por três dias, apresentando febre alta, dores corporais e lesões cutâneas. Alana possuía comorbidades cardíacas e renais, que podem ter agravado seu quadro.
Alana Grassi, que atuava como cabeleireira e manicure, completaria 29 anos em breve. Ela deixa duas filhas, de 6 e 14 anos.
O estado do Espírito Santo tem registrado um aumento preocupante de casos e óbitos pela doença. Em 2025, foram confirmados 19 casos e três mortes. No ano corrente, até o dia 17, o número de casos confirmados chegou a 15, resultando em nove mortes em diversos municípios, incluindo Baixo Guandu, Boa Esperança, Mimoso do Sul, Cachoeiro de Itapemirim, Água Doce do Norte, Castelo, Colatina e, agora, Iconha.



