TJES Amplifica Luta Contra Violência de Gênero com Banco Vermelho
Foto: Divulgação/Tribunal de Justiça-ESO Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) deu um passo significativo na conscientização e combate à violência de gênero com a inauguração do Banco Vermelho em sua sede, localizada em Vitória. A iniciativa, que não gerou custos para o Poder Judiciário por ser uma doação da Prefeitura de Vitória, faz parte da campanha nacional Agosto Lilás, focada na prevenção e enfrentamento do feminicídio.
O evento contou com a presença de autoridades importantes, como a presidente do TJES, desembargadora Janete Vargas Simões, a prefeita de Vitória, Cris Samorini, e a secretária de Estado das Mulheres, Fabiana Malheiros. A desembargadora Janete Vargas Simões ressaltou a necessidade de colaboração interinstitucional para garantir o apoio às vítimas de violência contra a mulher.
O conceito do Banco Vermelho, que teve origem na Itália em 2016, visa alertar a sociedade sobre os alarmantes índices de feminicídio. Dois exemplares foram posicionados estrategicamente na sede do TJES: um na área externa e outro na entrada principal. A desembargadora Rachel Durão Correia Lima, supervisora estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar, explicou a profunda simbologia por trás da instalação: "O banco vermelho é um banco vazio porque representa o último lugar ocupado por uma vítima de violência doméstica. E vermelho porque representa o sangue derramado por essas vítimas. Hoje, ele está sendo colocado aqui, no coração da Justiça capixaba."
A juíza Thaíta Campos Trevizan, coordenadora estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar, apresentou dados relevantes sobre a violência doméstica, destacando o caráter educativo da ação:
80% das vítimas são agredidas por companheiros ou ex-companheiros.
60% dos casos ocorrem dentro do próprio ambiente doméstico da vítima.
Durante o evento, o desembargador Sérgio Ricardo de Souza enfatizou a participação masculina como um fator crucial na desconstrução da cultura de violência. A prefeita Cris Samorini, por sua vez, celebrou os avanços nas políticas municipais de proteção, citando a expansão do Botão do Pânico na capital, que passou de 27 usuárias para 43 no ano corrente.



