Agricultura Capixaba Resiliente: Inovação Contra Crise Climática
Foto: IncaperDiante da crescente frequência de eventos climáticos severos, como longos períodos de estiagem e ondas de calor, o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) tem intensificado suas ações para salvaguardar a produção agrícola do Espírito Santo.
Atualmente, a instituição está envolvida em 47 projetos voltados para a adaptação climática, que unem o uso de tecnologias avançadas, práticas de manejo sustentável e inovações. O objetivo principal dessas iniciativas é minimizar os impactos adversos do clima nas plantações, incentivando a adoção de métodos que otimizem a utilização de recursos essenciais como o solo, a água e a biodiversidade.
Ênfase na Cafeicultura e Ampliação de Culturas
Considerando a relevância da cafeicultura para a economia estadual, o Incaper tem direcionado esforços para garantir a viabilidade e a produtividade dos cafezais. As estratégias incluem:
Desenvolvimento genético de variedades de café conilon com maior tolerância a altas temperaturas e à escassez de água.
Promoção de sistemas agroflorestais, incentivando o plantio consorciado para melhorar as condições microclimáticas e promover a conservação do solo.
Implementação do projeto Cafeicultura Sustentável, que já orientou mais de 6.200 propriedades rurais sobre a adoção de práticas socioambientais adequadas.
Além do café, outras cadeias produtivas recebem atenção estratégica. Na pipericultura, o foco é o melhoramento genético da pimenta-do-reino. Na fruticultura, as ações visam variedades de abacaxi mais resistentes à seca. Há também um trabalho voltado para a recuperação de áreas que sofreram degradação.
Centro de Referência em Inovação Climática
Um avanço significativo na estratégia estadual é a criação do Centro Temático AgroResilience, localizado em Linhares. Com um investimento de R$ 7 milhões do Governo do Estado, através da Fapes, o projeto tem como meta estabelecer um polo multiusuário para o desenvolvimento de soluções tecnológicas aplicadas a culturas importantes como café conilon, mamão, pimenta-do-reino e abacaxi.
“Esta iniciativa inovadora coloca o Espírito Santo como um centro de excelência em agricultura resiliente em nível nacional, facilitando a disseminação de conhecimento para o campo”, destacou a pesquisadora Sara Dousseau, coordenadora do projeto.



