Bebê Sofre Queimaduras Graves em Creche e Mãe Questiona Socorro

Um bebê de 1 ano e 9 meses encontra-se hospitalizado em estado de saúde delicado, após sofrer queimaduras de segundo grau em ambos os pés. O incidente ocorreu na última sexta-feira (7), em uma creche particular localizada na Serra, região metropolitana de Vitória, Espírito Santo.
Relato da Mãe
A mãe do menino, Stefani Schaffer, relatou que os responsáveis pela creche a contataram durante a tarde. Ao chegar à instituição, deparou-se com a criança apresentando ferimentos visíveis nos membros inferiores, o que motivou a imediata busca por atendimento médico.
Segundo o relato materno, a criança teria passado o dia na creche. Durante atividades recreativas, o menino se aproximou de uma área exposta ao sol que se encontrava excessivamente quente, resultando nas lesões.
Stefani Schaffer, que retornou recentemente ao mercado de trabalho, informou que seu filho frequentava a creche há menos de um mês. Ela expressou preocupação com o tempo de espera para que o bebê recebesse assistência após o ocorrido, afirmando que a criança permaneceu por cerca de uma hora sentindo dor antes que os pais fossem notificados.
A mãe também levantou dúvidas sobre a explicação fornecida pela creche, pois, em sua visão e segundo a opinião médica inicial, a extensão das queimaduras sugere que o incidente pode ter sido mais complexo do que uma simples exposição ao calor.
Até o momento, não há previsão para a alta hospitalar do bebê. A creche, por sua vez, emitiu um comunicado por meio de sua assessoria jurídica.
Posição da Creche e Investigação
A creche "Espaço Ver Crescer" informou, em nota oficial, que a ocorrência com o menor se deu durante atividades recreativas e que o atendimento foi prestado assim que a situação foi identificada. A instituição declarou que os responsáveis foram comunicados prontamente e que medidas foram tomadas.
A creche afirmou estar realizando uma apuração interna dos fatos e disponibilizou-se a cooperar com as autoridades. Por se tratar de um caso envolvendo um menor, informações detalhadas sobre o incidente e o estado clínico da criança não serão divulgadas, em conformidade com a legislação de proteção de dados e privacidade.
O caso está sob investigação da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) do Espírito Santo. Devido ao envolvimento de um menor, o procedimento tramita em segredo de justiça.



