Cacau Capixaba Alcança Recorde Histórico
Foto: IncaperO estado do Espírito Santo alcançou um marco expressivo em sua produção de cacau, registrando a maior safra de sua história recente. Dados divulgados pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) apontam que a colheita de amêndoas em 2025 atingiu 12,9 mil toneladas, um crescimento de 6% em comparação com o ano anterior.
Este desempenho notável não se limita apenas ao volume geral, mas reflete melhorias significativas na eficiência agrícola:
A área dedicada ao cultivo e colheita expandiu em 1,93%.
A produtividade média por hectare demonstrou um avanço de 4,01%.
O cenário de valorização do cacau tem estimulado investimentos contínuos, contribuindo para a resiliência do setor diante das variações de mercado.
Especialistas atribuem esse sucesso à adoção crescente de tecnologias no campo. Práticas como manejo hídrico otimizado, nutrição vegetal específica e técnicas de poda aprimoradas têm sido cruciais para impulsionar a produção.
O Incaper tem papel ativo na capacitação dos agricultores, promovendo eventos e dias de campo para disseminar conhecimento técnico. A orientação também enfatiza a importância da vigilância fitossanitária, com foco especial na prevenção de doenças como a monilíase, que representa um risco considerável para a cacauicultura brasileira.
A região Norte do estado concentra a maior parte da produção de cacau, com Linhares respondendo por aproximadamente 70% do total. Colatina e Rio Bananal também se destacam como polos importantes. Nessa área, o projeto “Mulheres do Cacau” emerge como iniciativa de relevância social e ambiental, buscando:
Distribuir 9 mil mudas de cacau de alta qualidade para agricultoras familiares.
Incentivar a implementação de Sistemas Agroflorestais (SAFs), que combinam agricultura e silvicultura para benefícios ambientais e econômicos.
Estabelecer 15 unidades de demonstração de práticas sustentáveis em propriedades lideradas por mulheres.
A adoção de SAFs promove a proteção ambiental, a recuperação de solos e a diversificação da renda, fortalecendo a autonomia e o empoderamento das produtoras rurais capixabas.



