Emergência em Muniz Freire: Tempestade de Granizo Causa R$ 9,5 Milhões em Prejuízos
Foto: PMMF-ESMuniz Freire, no Espírito Santo, encontra-se em Estado de Emergência por 180 dias após uma severa tempestade de granizo. Um laudo técnico conjunto da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Agropecuário e Aquicultura e do Incaper estima os prejuízos em R$ 9,5 milhões, com mais de 50 famílias da agricultura familiar diretamente afetadas.
O evento, caracterizado por 20 milímetros de chuva em 15 minutos, enxurradas e granizo intenso, mobilizou uma força-tarefa sob a coordenação do prefeito Gesi Antônio da Silva Júnior. As Secretarias de Assistência Social e Defesa Civil atuaram na distribuição de itens essenciais, como telhas, colchões, cobertores e kits de limpeza para os desabrigados.
As localidades de Guaribu, Sossego do Guaribu, São Domingos, Itaici, Cristal, Barra da Floresta e Ponte do Laje foram as mais atingidas.
A cafeicultura, principal atividade econômica da região, sofreu o maior impacto, com cerca de 70 hectares de lavouras danificadas pelo granizo, resultando na queda de frutos e danos estruturais às plantas.
As perdas, que variam conforme a idade das plantações, projetam consequências econômicas de longo prazo:
Cultura Afetada: Café / Estágio da Lavoura: Lavouras em Produção / Extensão / Perda Estimada: Quebra de 30% a 50% / Impacto Futuro Previsto: Prejuízo nas safras de 2027 e 2028
Cultura Afetada: Café / Estágio da Lavoura: Plantios Jovens (Novos) / Extensão / Perda Estimada: Perda de 60% a 100% / Impacto Futuro Previsto: Recuperação lenta da planta
Cultura Afetada: Milho e Canaviais / Estágio da Lavoura: Cultivos Gerais / Extensão / Perda Estimada: Redução de 70% / Impacto Futuro Previsto: Escassez de alimento volumoso para gado
Cultura Afetada: Pastagens / Estágio da Lavoura: Áreas de Alimentação / Extensão / Perda Estimada: Perda de 30% da forragem / Impacto Futuro Previsto: Crise na pecuária de leite e corte
A proximidade do inverno agrava a situação para os pecuaristas, dificultando a recuperação natural dos pastos e a reposição de forragens.
O corpo técnico municipal prevê que os agricultores precisarão investir em manejo fitossanitário para a recuperação das plantas e proteção contra pragas. A expectativa é que a normalização completa da produtividade e da renda nas propriedades rurais leve aproximadamente 24 meses.



