Tecnologia capixaba promete monitorar água nas praias em tempo real

Uma nova tecnologia desenvolvida no Espírito Santo surge como uma ferramenta promissora para aprimorar o controle da qualidade das águas e a balneabilidade das praias capixabas. A inovação foi apresentada à Comissão de Proteção ao Meio Ambiente da Assembleia Legislativa, abordando a necessidade de respostas mais ágeis diante de incidentes de poluição.
O sistema consiste em um conjunto de boias equipadas com sensores avançados, capazes de realizar o monitoramento contínuo das condições da água do mar. Esses dispositivos medem uma série de parâmetros essenciais, incluindo:
Níveis de oxigênio
Temperatura
Turbidez
pH
Densidade
Presença de matéria orgânica
As informações coletadas são transmitidas instantaneamente via satélite ou rede celular para plataformas digitais, permitindo que autoridades e o público tenham acesso em tempo real à situação da balneabilidade. Essa capacidade de identificação imediata se contrapõe aos longos prazos dos métodos tradicionais de análise laboratorial.
O desenvolvimento da tecnologia, a cargo da empresa capixaba MessenOcean, visa não apenas informar sobre a qualidade da água, mas também auxiliar na identificação da origem de eventuais contaminações, como o despejo de esgoto. Segundo representantes da empresa, a detecção de alterações nos parâmetros pode ser correlacionada diretamente com a causa.
O sistema também avança ao incorporar sensores capazes de identificar a presença de coliformes fecais, elevando o nível de precisão do monitoramento. Embora não substitua as coletas e análises exigidas por lei, a tecnologia atua como um complemento crucial, reforçando a segurança dos dados e agilizando a tomada de decisões por parte dos órgãos competentes.
A discussão sobre a modernização do monitoramento ganhou urgência após a repercussão de um incidente específico em uma praia de Vitória, onde imagens de manchas escuras geraram dúvidas sobre a confiabilidade das informações divulgadas sobre a balneabilidade. O episódio evidenciou a necessidade de um sistema que ofereça dados atualizados e confiáveis, em contraste com métodos que demandam dias para a obtenção de resultados.
Além do monitoramento em tempo real, a solução tecnológica permite o armazenamento de dados históricos e, futuramente, poderá integrar modelos preditivos para antecipar a qualidade da água com base na análise de dispersão de poluentes.
O investimento para cada unidade do sistema varia entre R$ 200 mil e R$ 500 mil, dependendo da configuração dos sensores. Especialistas indicam que a implantação estratégica em pontos chave da Baía de Vitória já seria um avanço significativo para o controle da balneabilidade.
A expectativa é que esta inovação capixaba seja implementada em projetos-piloto no estado, consolidando a capacidade local em oferecer soluções tecnológicas para a gestão ambiental e a segurança dos banhistas.



