Ministro do STJ Nega Acusações e Invoca Inocência em Meio a Investigações
Foto: José Alberto/STJO ministro Marco Buzzi, membro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), endereçou uma carta formal aos seus pares na Corte, na qual manifesta sua negativa categórica às acusações de importunação sexual que recaem sobre sua conduta.
Na comunicação, Buzzi fez questão de expressar o profundo sofrimento causado pelas imputações à sua família e ao seu círculo social mais próximo. O magistrado declarou, com firmeza, a sua confiança em demonstrar sua inocência, baseando-se nos procedimentos investigativos que já estão em curso.
Intensificação das Apurações e Novas Denúncias
A manifestação do ministro surge em um contexto de intensificação das apurações envolvendo seu nome. Recentemente, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) informou o recebimento de uma nova denúncia contra o magistrado. Os detalhes específicos desta nova acusação permanecem sob sigilo judicial.
Anteriormente, o ministro já havia se tornado alvo de investigações desdobradas em três frentes distintas. Tais investigações foram desencadeadas a partir do relato de uma jovem de 18 anos, que alega ter sido vítima de importunação sexual em janeiro deste ano. Segundo as informações divulgadas, o suposto incidente teria ocorrido na residência de praia do ministro, localizada em Balneário Camboriú, Santa Catarina, enquanto a família da jovem estava hospedada no local. Um boletim de ocorrência foi formalmente registrado na Polícia Civil de São Paulo.
Em resposta às notícias veiculadas pela imprensa, Marco Buzzi emitiu um comunicado oficial onde se declara "surpreendido" com o teor das insinuações e repudia "toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio".
Perspectiva da Defesa da Vítima e Detalhes do Relato
Por outro lado, a defesa da mulher que apresentou as acusações aguarda a "rigorosa apuração" e o "respectivo desfecho" por parte dos órgãos competentes, reiterando a importância da condução justa e imparcial do caso.
O caso está sendo apurado sob a tipificação de importunação sexual, um crime previsto no Código Penal brasileiro, cuja pena pode variar de 1 a 5 anos de reclusão.
Detalhes adicionais sobre o relato da jovem de 18 anos indicam que o suposto assédio teria ocorrido no mar, especificamente no dia 9 de janeiro. Conforme a narrativa da denunciante, o ministro Buzzi teria se aproximado e forçado contato físico, mesmo diante de suas tentativas de se desvencilhar. Após conseguir se soltar, a jovem teria buscado seus pais, o que teria levado a um confronto com a família do ministro e, consequentemente, à saída do local.
A ocorrência foi formalizada perante a Polícia Civil de São Paulo em 14 de janeiro, com o acompanhamento de advogados.
Investigações do CNJ e Trajetória do Ministro
O CNJ confirmou que está realizando diligências e já procedeu à coleta de depoimentos de pessoas envolvidas no caso. A investigação, como mencionado anteriormente, tramita sob sigilo, uma medida considerada essencial para a preservação da intimidade e integridade de todos os envolvidos, além de garantir a condução adequada e isenta das apurações.
Marco Buzzi integra o quadro de ministros do STJ desde setembro de 2011. Diante da relevância e sensibilidade do caso, a Corte já convocou uma sessão extraordinária para tratar do tema e analisar os desdobramentos das investigações.



