Missões de Observação Elogiam Eleições 2026
Foto: Nelson Jr/Secom/TSEObservadores eleitorais nacionais e internacionais emitiram avaliações positivas sobre o primeiro turno das Eleições Gerais de 2026. Os relatórios preliminares, divulgados após o acompanhamento minucioso de todas as fases do processo, ressaltam a eficiência na organização do pleito, a clareza dos procedimentos adotados e a confiabilidade do sistema de votação eletrônica.
Diversas entidades participaram da iniciativa, que é parte integrante das medidas de transparência promovidas pela Justiça Eleitoral. As missões, compostas por especialistas de diferentes nacionalidades e instituições brasileiras, fiscalizaram desde a preparação e auditoria das urnas eletrônicas até a apuração e divulgação dos resultados.
Entre os grupos internacionais que acompanharam a votação, destacam-se:
Organização dos Estados Americanos (OEA)
Parlamento do Mercosul (Parlasul)
Rede dos Órgãos Jurisdicionais e de Administração Eleitoral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (Rojae-CPLP)
Carter Center
Liga dos Estados Árabes
O Brasil também contou com a presença de missões nacionais, incluindo:
Transparência Eleitoral Brasil
Núcleo de Estudos e Pesquisa em Direito Internacional da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Nepedi/Uerj)
A missão da OEA, com 91 observadores de 23 países, cobriu 831 seções eleitorais em 371 locais de votação em 22 estados e no Distrito Federal, além de seis cidades no exterior. A organização reconheceu a organização da votação, sem incidentes de grande gravidade, e elogiou a ampliação da biometria, os serviços digitais oferecidos aos eleitores e os mecanismos de auditoria do sistema, como o Teste Público de Segurança e os Testes de Integridade. Foi apontado que, apesar de uma breve interrupção na atualização de dados, o sistema de totalização não foi comprometido.
O sistema eletrônico de votação recebeu elogios unânimes das demais delegações internacionais. O Parlasul destacou a solidez técnica e os múltiplos mecanismos de controle e verificação, como a emissão da zerésima e os Testes de Integridade, acessíveis a partidos políticos e observadores, garantindo transparência e fiscalização. A missão também observou o comportamento pacífico dos eleitores e o bom trabalho dos mesários e servidores da Justiça Eleitoral.
O Carter Center descreveu as eleições como bem organizadas e transparentes, ressaltando os investimentos em tecnologia eleitoral que resultaram em uma votação robusta e na rápida divulgação dos resultados. A Rojae-CPLP concluiu que o pleito ocorreu em conformidade com a legislação brasileira e os padrões internacionais, considerando o sistema eletrônico seguro, confiável e transparente, sem ocorrências que pudessem questionar a autenticidade dos resultados.
A Liga dos Estados Árabes, por sua vez, acompanhou os procedimentos em Brasília, constatando clareza, organização e disciplina, assegurando o direito ao voto e o sigilo da escolha.
As missões nacionais também atuaram ativamente. O Nepedi/Uerj, com 103 observadores em 53 localidades, não identificou incidentes graves ou capazes de comprometer o processo democrático, avaliando o primeiro turno como tranquilo e transparente. A Transparência Eleitoral Brasil registrou o funcionamento organizado das seções e acompanhou procedimentos como a impressão dos Boletins de Urna.
Os relatórios das missões incluem recomendações para aprimoramento contínuo do processo eleitoral, abrangendo temas como campanha, comunicação digital, acessibilidade e segurança jurídica. A observação internacional e nacional continuará no segundo turno, com a confirmação de retorno da OEA e do Carter Center ao Brasil para acompanhar a etapa final das Eleições 2026.



