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Mundo

Monte Everest: A Montanha Mais Alta do Mundo Já Foi Fundo de Oceano

Redação 13/03/2026
Monte Everest: A Montanha Mais Alta do Mundo Já Foi Fundo de OceanoFoto: Redes Sociais

O Monte Everest, conhecido como o ponto mais alto do planeta, guarda uma curiosidade impressionante em sua história geológica: há milhões de anos, a região onde hoje está localizada a montanha fazia parte do fundo de um antigo oceano.

A explicação está na formação da cordilheira do Himalaia, resultado da colisão entre placas tectônicas que ocorreu há cerca de 50 milhões de anos. Naquele período, a placa tectônica da Índia se deslocou para o norte e colidiu com a placa da Ásia, provocando o levantamento do solo e dando origem às montanhas que hoje dominam a paisagem da região.

Antes desse choque continental, a área era coberta por um vasto mar conhecido como Oceano de Tétis. No fundo desse oceano acumulavam-se sedimentos formados por areia, lama e restos de organismos marinhos ao longo de milhões de anos.

Com a colisão das placas, esse material foi comprimido e empurrado para cima. Ao longo do tempo, os sedimentos se transformaram em rochas sedimentares e passaram por intensos processos geológicos até alcançar altitudes extremas, formando parte das montanhas do Himalaia, incluindo o Everest.

Fósseis marinhos no topo da montanha

Uma das evidências mais marcantes dessa origem submarina é a presença de fósseis marinhos encontrados nas rochas próximas ao cume do Everest. Pesquisadores já identificaram vestígios de organismos marinhos preservados em formações rochosas, indicando que aquelas estruturas geológicas já estiveram submersas.

Essas rochas, principalmente calcários e dolomitos, são típicas de ambientes marinhos e reforçam as conclusões baseadas na teoria da Tectônica de Placas, que explica como o movimento da crosta terrestre pode transformar o fundo de oceanos em cadeias montanhosas ao longo de milhões de anos.

Montanha ainda continua crescendo

Outro fato curioso é que o Everest e toda a cordilheira do Himalaia continuam em constante transformação. O movimento entre as placas tectônicas ainda ocorre, fazendo com que a região se eleve lentamente a cada ano.

Estudos indicam que o Himalaia cresce alguns milímetros anualmente, resultado direto da pressão contínua entre as placas da Índia e da Ásia. Esse processo demonstra que a formação das grandes montanhas do planeta ainda está em curso.

Assim, o que hoje é considerado o ponto mais alto da Terra tem uma origem surpreendente: um passado que começou no fundo do oceano e que, ao longo de milhões de anos, foi moldado por forças gigantescas da natureza.

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