Mulher Presa por Ligação com Esquema de Exploração Sexual Infantil
Foto: Divulgação/PCESUma mulher de 29 anos foi detida na manhã desta terça-feira (10) em Marataízes, no litoral Sul capixaba. Ela é suspeita de envolvimento em um esquema de exploração sexual de crianças, que está sob investigação policial. A prisão ocorreu como parte da segunda etapa da Operação Apertem o Cinto, uma ação conjunta das polícias civis do Espírito Santo e de São Paulo.
Conforme apurado pelas investigações, a detida possuiria conexões com o piloto de aviação Sérgio Antonio Lopes. Lopes já havia sido preso em fevereiro deste ano em São Paulo e é apontado pelas autoridades como um dos líderes de uma organização dedicada ao abuso e exploração sexual de menores.
Segundo a polícia, a mulher é investigada pelo envio de imagens de uma criança de três anos para o piloto. Durante a operação, também foi realizada uma busca em sua residência, onde foram apreendidos dispositivos eletrônicos que podem auxiliar no prosseguimento das apurações.
Após a captura, a suspeita foi levada à sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em Vitória, para prestar depoimento. Posteriormente, ela foi encaminhada ao sistema prisional.
O piloto investigado, Sérgio Antonio Lopes, foi preso no dia 9 de fevereiro no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. As investigações sugerem que ele pode ter operado por diversos anos em um esquema de exploração sexual infantil, aliciando familiares das vítimas e oferecendo compensações financeiras para ter acesso às crianças.
A Polícia Civil reiterou que as investigações prosseguem com o intuito de identificar outros indivíduos possivelmente envolvidos e de localizar novas vítimas deste esquema.
A Operação Apertem os Cintos visa desarticular uma organização criminosa especializada na exploração sexual de crianças e adolescentes, utilizando práticas como estupro de vulnerável e favorecimento da prostituição.
As apurações policiais abrangem crimes de estupro de vulnerável, estupro, favorecimento da prostituição e exploração sexual de criança e adolescente, além de uso de documento falso, produção e compartilhamento de material de pornografia infantojuvenil, perseguição reiterada (stalking), aliciamento de crianças e coação no curso do processo.
Os elementos coletados até o momento indicam que os crimes investigados não se tratam de incidentes isolados, mas sim de uma estrutura organizada para a exploração sexual de menores, com evidências de atuação habitual, divisão de tarefas e coordenação entre os envolvidos.



