Spribe Pressiona Governo Contra Restrições do "Jogo do Aviãozinho"
Foto: Reprodução/Instagram/web/MetrópolesA Spribe, desenvolvedora do popular jogo "Aviator", conhecido como "Jogo do Aviãozinho", direcionou uma carta a aproximadamente 20 operadoras de apostas com licença para atuar no Brasil. O objetivo da comunicação é angariar suporte para influenciar o governo a não impor restrições ao seu principal produto no mercado regulamentado, que utiliza o domínio ".bet.br".
Esta articulação ocorre em paralelo a uma investigação conduzida pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) sobre a presença do Aviator em pelo menos 21 sites irregulares no país. A Spribe opera como fornecedora de jogos, sem possuir uma licença própria de casa de apostas.
No documento enviado às operadoras, a empresa reconhece a disponibilidade do jogo em ambientes não regulamentados. Contudo, argumenta que a suspensão do Aviator em plataformas oficiais não erradicaria a demanda dos jogadores. A fornecedora alega que tal proibição criaria um monopólio para os sites ilegais, sem apresentar, no entanto, medidas concretas adotadas pela empresa para conter o acesso em plataformas clandestinas.
A investigação do MPDFT foca na cadeia de fornecimento do Aviator, buscando determinar se houve disponibilização direta do jogo para o mercado ilegal. Com base nas evidências, o órgão ministerial recomendou ao Ministério da Fazenda a suspensão da certificação dos produtos da Spribe no Brasil. A exigência é que a empresa demonstre o bloqueio do acesso por operadores não autorizados.
O Ministério Público pleiteia a interrupção total das operações ligadas à Spribe e ao Aviator, abrangendo também as plataformas legalizadas. O caso também está sob observação da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), ligada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. Até o momento, os Ministérios da Fazenda e da Justiça analisam a recomendação ministerial sem ter divulgado um posicionamento oficial.



