SUS Revoluciona Tratamento do Parkinson Avançado com Tecnologia de Ponta

O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza uma abordagem terapêutica inovadora para indivíduos diagnosticados com Doença de Parkinson em seus estágios mais avançados: a Estimulação Cerebral Profunda (DBS). Esta modalidade representa um avanço significativo para pacientes que não obtêm mais controle satisfatório de seus sintomas apenas com o uso de medicamentos, visando a recuperação da autonomia e a melhoria expressiva da qualidade de vida.
A técnica de DBS envolve a implantação cirúrgica de eletrodos em regiões cerebrais específicas. Estes dispositivos são conectados a um gerador de impulsos elétricos, similar a um marcapasso, posicionado sob a pele na região torácica do paciente.
Os estímulos elétricos emitidos pelo dispositivo atuam na modulação de circuitos neurais associados ao controle motor, com o propósito de:
Minimizar os períodos de congelamento e rigidez motora (fases 'OFF').
Controlar ou atenuar os movimentos involuntários (discinesias), frequentemente associados ao uso prolongado de medicamentos antiparkinsonianos.
Aumentar o tempo diário em que o paciente experimenta melhor controle e fluidez motora.
É fundamental ressaltar que a cirurgia de DBS não visa a cura da Doença de Parkinson nem a interrupção de sua progressão, mas sim a otimização da funcionalidade motora do paciente.
A indicação para o procedimento cirúrgico pelo SUS é rigorosamente definida, buscando garantir segurança e eficácia. Os critérios incluem:
Diagnóstico Confirmado: Pacientes com um mínimo de cinco anos de evolução da doença.
Falha Terapêutica Medicamentosa: Presença de sintomas motores que se tornam incapacitantes e não respondem mais a um esquema de medicação otimizado.
Resposta à Levodopa: O paciente ainda deve apresentar uma resposta clínica positiva à levodopa, exceto em casos de tremores severos e de difícil controle.
Avaliação Neuropsicológica: Exclusão de quadros de demência avançada ou transtornos psiquiátricos graves que contraindiquem a intervenção cirúrgica.
Adicionalmente, o SUS assegura o acesso gratuito a medicamentos essenciais que retardam a necessidade de procedimentos mais complexos. A lista inclui:
Levodopa (em combinação com carbidopa ou benserazida): Amplamente reconhecida como a principal medicação para o controle dos sintomas motores.
Pramipexol e Rasagilina: Utilizados para gerenciar flutuações motoras e auxiliar no controle de períodos de rigidez.
Para a correta implementação do tratamento, as secretarias de saúde são orientadas a estabelecer redes de referência e a disponibilizar o Termo de Esclarecimento e Responsabilidade (TER). Este documento tem o objetivo de garantir que o paciente e seus familiares recebam informações completas sobre os riscos, benefícios e alternativas disponíveis antes da decisão pela cirurgia ou pelo início de novas terapias farmacológicas.



