Tragédia na Pista: Avião Colide com Caminhão de Bombeiros em Nova York
Foto: Bing Guan/ ReutersUm grave incidente aéreo abalou o aeroporto LaGuardia, em Nova York, na noite deste domingo, 22. Uma aeronave da Air Canada Express colidiu com um caminhão de bombeiros na pista, resultando na morte do piloto e copiloto da aeronave. Além das vítimas fatais, 41 pessoas ficaram feridas, incluindo os dois ocupantes do veículo de emergência.
A Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) respondeu imediatamente à ocorrência, emitindo uma ordem de interrupção de solo que suspendeu todas as operações no aeroporto. A expectativa é que LaGuardia, o terceiro maior aeroporto de Nova York, permaneça inoperante até o final da tarde de segunda-feira, 23.
Voos com destino a Nova York foram redirecionados para aeroportos próximos ou retornaram aos seus locais de origem, conforme indicado pelo portal do LaGuardia.
O acidente ocorreu por volta das 23h40, durante um momento em que o caminhão de bombeiros, pertencente à autoridade portuária, solicitava permissão para atravessar a pista. Gravações de áudio da torre de controle, obtidas pelo site Live ATC e divulgadas pela CNN Internacional, capturaram o tenso diálogo que precedeu a colisão.
Nas gravações, o motorista do caminhão de bombeiros solicita autorização para cruzar a pista, recebendo o aval do controlador. Contudo, momentos depois, um alerta de parada é emitido, mas sem resposta do veículo.
“Pare, pare, pare!”, é a instrução da torre, sem qualquer manifestação do caminhão.
Imagens compartilhadas em redes sociais mostram a dianteira da aeronave visivelmente danificada. De acordo com informações do FlightRadar24, os passageiros já haviam desembarcado no momento do impacto.
A aeronave, um CRJ-900 que partiu de Montreal, Canadá, atingiu o veículo a uma velocidade estimada de 39 km/h. Operado pela Jazz Aviation, parceira regional da Air Canada, o jato transportava 72 passageiros e quatro tripulantes.
Investigação apura causas e possível relação com a falta de pessoal em aeroportos dos EUA
Embora a ligação direta entre a escassez de pessoal e o acidente em LaGuardia ainda não tenha sido confirmada, o incidente ocorre em um contexto de meses de dificuldades operacionais em aeroportos americanos devido à falta de efetivo.
O presidente Donald Trump anunciou que agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) seriam deslocados para aeroportos a partir de segunda-feira, 23, para auxiliar os funcionários da Administração de Segurança de Transporte (TSA).
A ameaça de deslocamento de agentes do ICE foi divulgada por Trump como uma medida para pressionar senadores democratas a aprovar o projeto de orçamento do Departamento de Segurança Interna. A paralisação parcial do governo afetou o pagamento de muitos funcionários da TSA, resultando em absenteísmo por motivos de saúde e longas filas em terminais aéreos.
Democratas e o governo Trump negociam mudanças nas políticas do ICE.
O impasse orçamentário se intensifica em meio a exigências democratas por reformas nas práticas do ICE, após protestos relacionados a mortes de cidadãos americanos sob custódia de agentes de imigração. A falta de verbas para o Departamento de Segurança Interna impede o pagamento de salários de diversos funcionários.
Os democratas defendem:
A exigência de mandado judicial para que agentes do ICE realizem entradas forçadas em residências.
A identificação visível dos agentes por meio de seus uniformes, com proibição do uso de máscaras.
“O povo americano já não aguenta mais essa agência descontrolada. Precisamos controlá-la”, declarou a senadora Patty Murray, figura chave na Comissão de Orçamento do Senado.
O governo Trump alega ter proposto:
A adoção generalizada de câmeras corporais, com exceções para operações sigilosas.
A restrição de ações de fiscalização em locais considerados sensíveis, como hospitais, escolas e locais de culto.
Paralelamente, esforços de negociação bipartidária foram intensificados nos bastidores. O líder da maioria no Senado, John Thune, indicou a existência de “espaço para um acordo”, ressaltando a necessidade de resolução antes do recesso de primavera do Congresso, previsto para o final de março.



