Violência em Escola: Pai e Aluna Agressivos Contra Coordenadoras

Em um episódio de violência chocante, duas coordenadoras de uma escola em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo, foram agredidas por uma aluna de 14 anos e pelo pai da adolescente, de 38 anos. O incidente ocorreu na manhã desta sexta-feira (6).
Segundo relatos de testemunhas à Guarda Municipal, a situação teve início quando uma das coordenadoras solicitou que a estudante se dirigisse ao refeitório. A menor recusou-se e passou a proferir ofensas e ameaças contra a profissional.
Posteriormente, a aluna foi levada à sala da direção. Durante o período, realizou uma chamada de vídeo com o pai, o que, de acordo com a prefeitura, configura um descumprimento de regra escolar, visto que o uso de celulares é proibido na instituição.
O pai da estudante chegou à escola, arrombou o portão de acesso, empurrou uma funcionária e desferiu um soco no rosto de uma das coordenadoras. Uma segunda coordenadora tentou intervir na confusão, mas acabou caindo no chão juntamente com a adolescente, que continuou com as agressões.
As vítimas foram atendidas:
A coordenadora agredida pelo pai foi levada à delegacia.
A coordenadora agredida pela adolescente sofreu lesão no pé e foi encaminhada a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).
O nome da escola não foi divulgado para preservar a identidade dos envolvidos, em conformidade com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
A Polícia Civil informou que o pai foi autuado em flagrante por desacato, lesão corporal e ameaça, sendo encaminhado ao Centro de Detenção Provisória (CDP). A adolescente responderá por ato infracional análogo a desacato, lesão corporal e vias de fato, sendo encaminhada à Unidade de Internação Provisória Sul (Unip Sul) do Iases.
A Secretaria Municipal de Educação de Cachoeiro de Itapemirim declarou, em nota, que a equipe da Subsecretaria de Gestão Escolar esteve presente durante todo o ocorrido, assegurando o acompanhamento integral do caso, a proteção dos direitos das servidoras e o suporte técnico-jurídico. A secretaria também expressou repúdio a todas as formas de violência, especialmente contra profissionais da educação.
Apesar da gravidade do fato, as atividades escolares foram mantidas sem interrupções significativas no atendimento aos demais alunos.



