Gengibre Capixaba Investe em Inovação para Liderança Global
Foto: Felipe RibeiroO Espírito Santo deu início oficial à safra 2026 de gengibre em um evento dedicado à cultura, realizado em Santa Maria de Jetibá. O encontro reuniu especialistas e produtores para discutir avanços tecnológicos e planos de consolidação no cenário internacional.
Um aporte financeiro de R$ 1,2 milhão foi anunciado para impulsionar quatro projetos de pesquisa e extensão. Essas iniciativas, sob a coordenação do Incaper, concentrarão seus esforços em:
Aprimoramento da sustentabilidade na produção de gengibre.
Desenvolvimento genético para adaptação a diferentes altitudes.
Otimização de sistemas de produção orgânica e convencional, com foco em nutrição e sanidade.
Avanços no controle biológico de pragas e doenças.
Segundo o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, este investimento é fundamental para manter a competitividade do Estado no mercado global, especialmente para a agricultura familiar e a economia da região serrana. O objetivo é preparar os produtores para atender às rigorosas exigências dos mercados internacionais.
Antonio Elias Souza da Silva, diretor-técnico do Incaper, ressaltou que os novos projetos visam antecipar futuras exigências fitossanitárias e fortalecer o reconhecimento do gengibre capixaba. Ele destacou a união entre pesquisa e extensão para traduzir conhecimento em práticas aplicáveis diretamente à realidade dos agricultores.
O Espírito Santo se consolida como principal produtor de gengibre no Brasil, com dados expressivos:
Com participação de 75% na produção nacional.
Responsável por 59% das exportações brasileiras da raiz.
Em 2025, registrou uma produção de 83,7 mil toneladas, com exportações avaliadas em US$ 40,4 milhões.
Atualmente, o gengibre figura como o quarto produto de maior relevância na pauta de exportações do agronegócio capixaba. A produção concentra-se nos municípios de Santa Maria de Jetibá, Santa Leopoldina e Domingos Martins, que respondem por 95% do volume produzido no estado.



