FAES Repudia Declaração de Lula sobre Produtores Rurais
Foto: Divulgação/Senar-ESA Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Espírito Santo (FAES) expressou publicamente seu descontentamento com declarações do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. O mandatário teria sugerido que o setor agropecuário deveria demonstrar gratidão e submissão em troca dos recursos destinados à agricultura.
A FAES refuta a ideia de que o produtor rural brasileiro possua qualquer dívida de gratidão com o governo. A entidade esclarece que os montantes disponibilizados através do Plano Safra, em grande parte, consistem em linhas de crédito que são integralmente honradas pelos agricultores. Segundo a federação, políticas como crédito rural, seguro agrícola, defesa agropecuária, investimento em infraestrutura e a abertura de novos mercados são pilares fundamentais para o desenvolvimento nacional e de Estado.
A agricultura é apresentada como um setor vital para a economia, responsável por:
Geração de alimentos;
Criação de postos de trabalho;
Dinamização econômica;
Arrecadação de impostos;
Assunção de riscos inerentes à atividade;
Produção de riqueza e divisas para o país.
A entidade argumenta que os recursos públicos pertencem à coletividade e não devem ser utilizados por governantes como moeda de troca para obter apoio eleitoral ou exigir subserviência. A FAES reforça seu compromisso com o diálogo institucional, mas ressalta que a dignidade e o respeito ao produtor rural são inegociáveis. O setor, de acordo com a federação, necessita de segurança jurídica, acesso facilitado a crédito, infraestrutura adequada e um ambiente propício para a produção, e não de submissão.
A FAES apela por um Poder Executivo que reconheça a importância estratégica do agronegócio e governe com equilíbrio, responsabilidade e respeito. Com a aproximação das eleições, o Brasil se encontra em um momento de reflexão sobre seus caminhos. A federação conclui que a sociedade, em exercício de sua soberania, avaliará a gestão atual e definirá nas urnas o futuro do país.
Em suma, a entidade reitera que o setor agropecuário, pilar da nação, é perene e essencial para o sustento do Brasil, e que o respeito a quem produz é um direito irrenunciável.



