Representatividade Trans Ascende no Parlamento Brasileiro
Foto: Francisco de Assis/CMN/Agência BrasilO cenário político brasileiro testemunhou um avanço significativo na representatividade de pessoas trans e travestis nas últimas eleições. A presença dessa população nos poderes legislativos federal e estaduais foi expandida, marcando um momento importante para a diversidade no país.
Na Câmara dos Deputados, a eleição de Thabatta Pimenta (PSOL-RN) introduziu uma nova voz trans, ao lado das reeleições de Duda Salabert (PSOL-MG) e Erika Hilton (PSOL-SP), consolidando a participação trans em Brasília.
O progresso estendeu-se às assembleias legislativas estaduais e do Distrito Federal. Pela primeira vez, Natasha Ferreira (PT-RS) e Sofia Favero (PSOL-SP) garantiram mandatos. Elas se juntam a Dani Balbi (PCdoB-RJ) e Linda Brasil (PSOL-SE), que foram reeleitas, fortalecendo a representação em nível regional.
Contudo, a posse da deputada estadual Linda Brasil, uma das mais votadas em Sergipe, permanece condicionada a uma decisão da Justiça Eleitoral. O Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (DRAP) de sua federação (PSOL/Rede) foi indeferido no estado, gerando pendências para sua efetivação no cargo.
A Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) celebrou o crescimento expressivo dessa representação política, destacando o número de 116 candidaturas registradas em todo o país. Para a entidade, o resultado eleitoral transcende o mero aumento numérico de parlamentares trans.
A Antra avalia que esta maior participação é um movimento vital para superar o histórico apagamento dessa comunidade e para ampliar sua voz nos espaços de tomada de decisão. A associação ressalta que os êxitos nas urnas representam o início de uma atuação mais abrangente em defesa da democracia, dos direitos humanos e da proteção da população trans e travesti.
A presença de parlamentares trans no Legislativo é considerada fundamental para impulsionar debates e a criação de políticas públicas essenciais, abordando áreas como:
Proteção de direitos
Combate à violência
Promoção da cidadania
Inclusão social
A Antra enfatiza que a conquista dos mandatos não encerra o processo de participação política. A entidade defende a necessidade de uma atuação contínua na defesa dos direitos e na formulação de políticas que atendam às necessidades da população trans e travesti. Segundo a associação, esse avanço nas eleições amplia a capacidade dessa população de disputar direitos, participar das decisões públicas e ocupar efetivamente espaços institucionais de poder.



