TRE-ES Inicia Auditorias para Eleições 2026, Reforçando Transparência
Foto: Divulgação/Tribunal Regional Eleitoral-ESO Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo (TRE-ES) deu um passo fundamental na preparação das Eleições de 2026 ao realizar, na última sexta-feira (18), uma cerimônia de preenchimento de cédulas de votação. Conduzido pela Comissão de Auditoria da Votação Eletrônica (Cave), o evento reuniu diversas entidades fiscalizadoras, partidos políticos, federações e coligações, marcando o início prático dos procedimentos de auditoria das urnas eletrônicas. O encontro ocorreu no Centro de Capacitação, anexo à sede do órgão.
A juíza auxiliar da Presidência e presidente da Cave, Ana Cláudia Rodrigues de Faria, presidiu a abertura, enfatizando o papel crucial das entidades fiscalizadoras nesta fase inicial das auditorias. Em seguida, a equipe técnica, incluindo Gustavo Henrique Lopes Costa, chefe da Seção de Sustentação de Sistemas Eleitorais, e Glaucia Ribeiro Cola Dadalto, chefe da Seção de Anotação e Controle Partidário, forneceu detalhes e tirou dúvidas sobre os métodos de auditoria aos presentes.
As cédulas preenchidas foram coletadas pela equipe técnica e serão o pilar do Teste de Integridade das Urnas Eletrônicas, um dos pilares da auditoria do sistema de votação. Estes procedimentos visam assegurar a confiabilidade e a precisão do sistema eleitoral.
Teste de Autenticidade dos Sistemas Eleitorais: Este processo verifica se o software instalado nas urnas eletrônicas corresponde exatamente aos programas oficiais chancelados pela Justiça Eleitoral. Conforme diretrizes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a checagem ocorre antes do pleito, em seções eleitorais pré-selecionadas ou sorteadas, com a presença de um juiz eleitoral, fiscais de entidades e membros da mesa de votação, garantindo a conformidade dos sistemas.
Teste de Integridade das Urnas Eletrônicas: Simula uma votação real utilizando as cédulas de papel preenchidas na cerimônia, baseadas nos cadernos de candidatos. Os votos são digitados nas urnas eletrônicas auditadas, em um processo que replica o dia da eleição, das 8h às 17h. Após o encerramento, o Boletim de Urna (BU) é impresso, contendo o registro de votos. Esse documento é então confrontado com as cédulas físicas, para validar a exatidão dos resultados eletrônicos. Este teste é feito por amostragem, simultaneamente à votação oficial, em local público e controlado, conforme determinação do TSE.
Teste de Integridade com Biometria: Adicionalmente, a Justiça Eleitoral prevê este teste, que segue o modelo do Teste de Integridade convencional, mas incorpora a validação biométrica. Eleitores que já votaram em suas seções de origem são convidados a participar voluntariamente, usando sua biometria para habilitar uma urna eletrônica de teste. Este método, implementado desde as Eleições 2024, confirma não apenas a contagem dos votos, mas também a funcionalidade do sistema de identificação biométrica que libera a urna, sendo parte integrante das auditorias de 2026.
É fundamental ressaltar que os votos registrados durante esses testes de integridade não possuem qualquer impacto sobre o resultado oficial das eleições. As urnas utilizadas para auditoria são equipamentos designados exclusivamente para essa finalidade. Nas seções eleitorais onde há auditoria, as urnas de teste são substituídas por equipamentos idênticos e configurados para a votação oficial. Desta forma, os votos servem unicamente para a verificação da operacionalidade das urnas e a comparação entre os registros físicos e eletrônicos. Todos os mecanismos de auditoria são estabelecidos por regulamentação do TSE e são abertos ao acompanhamento de entidades fiscalizadoras credenciadas, partidos políticos, federações e coligações, reforçando a transparência e a fiscalização de todo o processo eleitoral de 2026.



