União Progressistas se aproxima do governo e amplia pressão sobre a oposição
Foto: Crédito: DivulgaçãoNa política, gestos falam. E, para quem sabe ler, um pingo é letra.
Após rumores sobre uma possível saída do deputado federal Amaro Neto do Republicanos, a imagem registrada nesta quinta-feira (26 de fevereiro) foi mais eloquente do que qualquer declaração formal: Amaro na sede do Progressistas, ao lado do presidente estadual da sigla e deputado federal Da Vitória, do vice-governador Ricardo Ferraço e do presidente estadual do União Brasil e presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Santos.
O registro não foi protocolar. Foi político.
A presença ativa de Ricardo Ferraço no movimento não apenas chancela o gesto, como revela articulação coordenada. Em meio às investidas da oposição para formar um campo alternativo, o grupo governista responde ampliando alianças e agregando nomes de forte densidade eleitoral.
O que se desenha é mais do que uma mudança partidária isolada. Trata-se da consolidação de um alinhamento da federação União Progressistas ao palanque governista — um passo que, se confirmado oficialmente nas próximas semanas, pode resultar na formação de um superbloco com musculatura política expressiva, tempo de televisão robusto e capilaridade municipal ampliada.
A estratégia não é nova, mas tem sido executada com precisão: desidratar o grupo adversário antes mesmo da abertura formal da janela partidária. O movimento que envolveu o prefeito de Guarapari foi um indicativo. A sinalização de Amaro Neto reforça a tendência.
A eleição de 2026 ainda não começou oficialmente. Mas os movimentos de bastidor já revelam que o tabuleiro está sendo reorganizado — e, mais uma vez, o centro de gravidade das articulações permanece no entorno do Palácio Anchieta.



